quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Pusilanimidades e alucinações


De novo, Zelaya – o hóspede cada vez mais inconveniente – usou a embaixada brasileira para chamar “a resistência às ruas”. O presidente deposto já havia feito o mesmo no domingo – e deu no que deu. Sua exortação foi o principal argumento utilizado pelo governo Micheletti para decretar o estado de exceção em Honduras. Diante da reincidência de Zelaya, o que fez o ministro Celso “Não Há o Que Fazer” Amorim?

Precisamente o que tem feito até agora, ou seja, nada.

Diante dos jornalistas convocados para a entrevista, Zelaya deu plena vazão aos seus delírios: voltou a falar na iminência de uma invasão militar à missão diplomática e disse que a crise hondurenha já produziu “uma centena de mortos”, embora “eles contabilizem só dez” (foram três as vítimas dos confrontos entre polícia e zelaystas).

Dois fatores podem estar contribuindo para as alucinações do hondurenho: o cansaço (hoje à tarde, Zelaya filho não agüentou e pediu para sair, junto com a namorada – dos membros da família, resta agora apenas Xiomara Zelaya, que faz aniversário amanhã) e a qualidade das leituras do presidente deposto.

Prova de que só pensa naquilo, Zelaya está lendo “El Candidato”, do argentino Jorge Bucay, autor de obras como “Vinte Passos para a Felicidade” e “Amar de Olhos Abertos”. “El Candidato” é seu primeiro título de ficção. A resenha descreve assim a mirabolante trama que anda embalando as noites do Comandante Vaqueiro:

Um certo coronel que, por décadas, comanda com mão-de-ferro uma obscura república resolve, de uma hora para outra, convocar eleições democráticas. A população fica radiante de felicidade, mas eis que essa alegria é interrompida por uma série de assassinatos misteriosos que um psicólogo forense, sua namorada jornalista e um cientista tentarão solucionar, correndo assim enormes riscos de vida.

Alucinante.

veja.com

Nenhum comentário: