segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O Foro de São Paulo destruíndo um democracia!


Hoje a democracia resgatada de Honduras completa três meses. Neste período, os hondurenhos resistiram a todo o tipo de ofensas e pressões contra a sua soberania. Tiveram ajuda humanitária cortada. Diplomatas de carreira foram expulsos de países de primeiro mundo. O país teve as suas fronteiras violadas por vizinhos. Os organismos internacionais viraram inimigos sem dar direito de defesa. Honduras foi aprisionada dentro de uma cela solitária, sem comida, sem remédio, sem defesa, sendo torturada sistematicamente pelo mundo que se diz democrático. Nestes 90 dias, Honduras manteve todos os direitos constitucionais dos seus cidadãos. Imprensa livre. Liberdade de ir e vir. Direito a fazer oposição. Enquanto isso, Honduras viu suas casas e seu comércio serem destruídos por nicaraguenses, venezuelanos e cubanos enviados pelos seus "presidentes legalmente eleitos" para montar a resistência. Coquetel molotov. Bandidos mascarados com lenços do Che. Carros de polícia incendiados. A gota d'água foi a chegada de Zelaya à embaixada do Brasil, um golpe organizado vergonhosamente pela diplomacia verde-amarela, em conluio com Hugo Chávez, um mestre em ingerência, que até nas eleições brasileiras já está agindo. Apoiado no lado de fora por Lula e sua camarilha e, no lado de dentro, por uma equipe de externas da Telesur (emissora de Chávez) e por uma quadrilha formada por seguranças fortemente armados, jornalistas, padres, sindicalistas, Zelaya montou um governo paralelo, conclamando os seus aliados à guerra civil. Está gravado, documentado, impresso e apenas a mídia covarde e aliciada, onde se inclui a maioria dos grandes veículos de comunicação do país, como a Rede Globo, a Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo, continua escondendo a verdade dos seus telespectadores e leitores. Mesmo que a falácia do argumento do "golpe militar" tenha desandado, a mentira continua. A verdade é que a Constituição foi cumprida. Não há um único militar no governo. O Poder Judiciário e o Poder Legislativo seguiram todo o rito constitucional para depor Manuel Zelaya e nomear, interinamente, Roberto Michelleti. Há uma eleição marcada para 29 de novembro, com seis candidatos, sendo que o atual presidente não pode concorrer. Enfim, a democracia hondurenha, respaldada por um povo livre e valente, resistiu como podia, durante 90 dias, humilhando-se mundo à fora para tentar mostrar que o país havia agido corretamente, de acordo com a sua Constituição. Honduras, durante 90 dias, praticamente pediu desculpas por estar cumprindo a lei, recebendo, em troca, os golpes mais baixos da política internacional. Ontem, Honduras deu um basta. Um chega. Suspendeu os direito constitucionais para acabar com qualquer possibilidade de golpe. O pequeno país, finalmente, compreendeu que não teria a mínima chance se continuasse a jogar dentro das regras da normalidade institucional, enfrentando potências como o Brasil, cujas tradições de neutralidade são históricas, mas que passou a ser instrumento para a destruição da sua democracia. Tanto fizeram, tanto tentaram que conseguiram, finalmente, fazer com que Honduras se fechasse em si mesma. Com um único objetivo: defender a sua democracia e a sua constituição. Honduras começa a jogar duro. Não brinquem com ela e com o seu povo.




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