sábado, 26 de setembro de 2009

Honduras: Para os defensores do indefensável

Um duro editorial do Washington Post coloca o Brasil como parte do "bando de Chávez". Afirma que ao não aceitar uma mediação internacional, Honduras "abriu o flanco para o bando de Chávez", permitindo "o retorno secreto de Zelaya ao país e sua aparição na embaixada brasileira, de onde tem procurado fomentar a revolução populista que sempre quis". E completa: " afortunadamente, até agora tem falhado miseravelmente". A besteira cometida por Lula e a sua ridícula diplomacia está tendo uma vantagem: o mundo está acordando para o que verdadeiramente ocorreu em Honduras e para o alinhamento do Brasil com as piores ameaças à democracia, como Venezuela e Irã. O impasse em Honduras continuará por semanas, até as eleições de novembro. Com Zelaya entrando em desespero, cometendo crimes diariamente de dentro da embaixada brasileira, Lula vai sangrar diante da opinião pública mundial, soterrando de vez as suas pretensões de liderança internacional.

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Em pleno Jornal Nacional (aos 2 minutos e 17 segundos da reportagem), Zelaya, em entrevista exclusiva, afirmou que o artigo 239 da Constituição de Honduras só vale para funcionários públicos, "nunca para um Presidente da República". Precisa dizer mais alguma coisa? Quando um "presidente" afirma que a Constituição não vale para ele e que ele tudo pode? Como se chama um "presidente" que afirma isto? Um golpista? Um ditador? É este "presidente" que Lula defende com unhas e dentes, demonstrando a sua veia anti-democrática e ditatorial. Está no Jornal Nacional pela boca de Zelaya. A Constituição do país, segundo Zelaya, não vale para Zelaya. Precisa dizer mais alguma coisa? Ou podemos passar a régua e exigir que o Brasil deixe de defender um reles protótipo de ditador que, no seu país, ninguém quer mais? Lula, não envergonhe mais o Brasil! Chega!
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Leiam(desculpem, pela enésima vez neste blog) o que diz o Artigo 239 da Constituição Hondurenha:
“O cidadão que tenha desempenhado a titularidade do Poder Executivo não poderá ser presidente ou indicado. Quem transgredir essa disposição ou propuser a sua reforma, assim como aqueles que o apoiarem direta ou indiretamente, perderão imediatamente seus respectivos cargos e ficarão inabilitados por dez anos para o exercício de qualquer função pública”
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Que piada!Hoje foi o dia do Zelaya defender o Lula. Na mesma reportagem, afirma que Lula não sabia de nada. Alguém acredita em Zelaya? E no Lula? Acabou, passa a régua.


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Golpe de mestre de Chávez que evitou alojar Zelaya na embaixada da Venezuela, ordenando a seus amigos na para-diplomacia brasileira chefiada por Marco Aurélio Garcia que o acolhessem na representação brasileira. "Hoje o Brasil tem um problema em Honduras e Chávez, que o produziu, não tem nenhum", diz Maristella Basso, professora de direito internacional a Universidade de São Paulo. Chávez age como o líder do subcontinente americano. Ataca Barack Obama, presidente americano, e ignora Lula. Com as eleições marcadas para o próximo dia 29 de normalidade democrática. O candidato ligado a Manuel Zelaya aparecia até bem colocado nas pesquisas de intenção de voto. Seria uma saída rápida e democrática para um golpe, coisa inédita na América Latina. Seria.Agora o desfecho da crise é imprevisível. O mais lógico seria deixar o retornado sob os cuidados dos amigos brasileiros até depois das eleições que, se legítimas, convenceriam a comunidade internacional das intenções democráticas dos golpistas. Mas é preciso combinar com os apoiadores e detratores de Zelaya nas ruas e elas costumam ter sua própria e volátil dinâmica. O Brasil, que poderia ser parte da solução da crise de novembro, o governo interino que derrubou Zelaya se preparava para reconduzir o país à Honduras, tornou-se, graças a Chávez, o problema. A embaixada brasileira agora tem um hóspede que ouve vozes e uma para-diplomacia que ouve ditadores estrangeiros.

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O governo Luiz Inácio Lula da Silva permitiu que a embaixada brasileira se tornasse "uma plataforma política da insurreição" em Honduras. A crítica partiu do chanceler do governo de facto hondurenho, Carlos López Contreras, durante entrevista que concedeu ontem à imprensa brasileira juntamente com Roberto Micheletti, presidente de facto. Contreras declarou que o Brasil "foi longe demais", ao abrigar o presidente Manuel Zelaya na sua missão em Tegucigalpa, e expôs Honduras a uma "situação de instabilidade"."Há uma grave responsabilidade internacional do governo do presidente Lula não só com o governo de Honduras, mas também com a população e o comércio que foi saqueado pelas turbas instigadas de dentro da missão do Brasil em Tegucigalpa", afirmou Contreras.


Coronel

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